PARA MEU NETO (leni)

Essa coisinha miúda, que atravessou meu caminho,
e chegou como uma estrela, com muita luz, tanto brilho!
Que vem com seu jeito próprio de ser feliz e viver…
É um raio de esperança
É tão feliz…é criança…
É como chuva fininha, que cai e acalma o calor.

Tem um rosto iluminado, que minhas mágoas espanta.
Enxuga minha tristeza, acende minha alegria,
nem percebe, mas, me encanta, quando fala, distraído,
quando me chama “vovó”.

Estou falando de sonho, de amor, de um mundo encantado.
Estou falando de vida, de um ser tão pequenininho,
que me inunda de alegria e faz feliz meu caminho.

Ele é minha estrela guia.
Ele é o sopro de vida que faltava em minha vida !
É o sonho que renasce, brotando na esperança desse rosto de criança,
que chegou sem avisar,
mas chegou na hora certa, alegrando meu caminho
Esse eterno passarinho, voando por trilha certa, eternizando meus sonhos
reavivando a esperança…

Não pede nada, só doa…só precisa ser amado
esse ser abençoado, que chegou para somar.
Fruto de amor, semeado, adubado com carinho,
chegou pra nos dar certeza que vale a pena sonhar.

Do amor, ele é o fruto…da “Luana”, o “bisunguinho”…
de todos nós, a alegria
e como ele mesmo se chama,
“Flavinho Siqueira Filhinho”

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DESISTÊNCIA (leni)

Para que insistir, se não existe sonho ?

Para que sofrer mais, se não existe nada ?

Quero apenas viver… e isso é tão difícil ?

Quero apenas amar, agora, e ser amada…

Quero o vento de outono, penteando de leve

meu cabelo escuro.

Quero o sol da manhã, penetrando em minh’alma,

coração e mente.

Quero a chuva, molhando meus pés na calçada,

com seus pingos quentes.

Sei que está tão distante, embora tão presente.

Te procuro, não vejo. Te solicito, me negas.

Nada mais temos enfim, a nos dizer agora.

Quero falar, não consigo,

quero sonhar, não me atrevo.

Fechei a vida, me negando sonhos,

nessa eterna clausura de teus sentimentos.

Quero abrir essas portas, para ver se inda há sol.

Quero amar, quero sorrir,

quero viver, enfim…

quero gostar de mim.

Duas flores despertam, desabrocham pra vida

e eu devo cuidar, pra que não murchem cedo.

Não posso definhar, esperando sentada esse amor tão incerto.

Não posso caminhar,

não vendo ao meu redor, você…que me sorria…

Quero parar agora e acender a chama de amor,

que ainda brilha…

Quero entregar à você, que procuro na noite

escura dos meus sonnhos…

à você, que me envolve e também me procura.

Estou desencantada, sem alento algum

pra prosseguir na vida.

Vou resistir, sem medo, a dor que se aproxima.

Vou te esquecer, se puder…

vou ver se sigo em frente

sentindo o gosto amargo, do fruto que secou

em minha vida e mente