DECLARAÇÃO (Leni)

Hoje o céu está triste, sem lua, vazio…
Mesmo a estrela mais linda, escondeu…sente frio…
esse frio que em mim, também fere e espanta
Já não vejo mais nada que alegra ou encanta,
pois me falta você, esse rosto querido,
essas mãos de ternura, esses olhos tão doces
esse sorriso meigo, que me faz contente…

Tudo isso sumiu… e assim, num repente,
tudo isso fugiu…
Minhas mãos, que estavam nas suas, coladas,
ficaram sozinha, vazias, paradas…
e meus olhos chorando, procuram ao redor
esse alguem que me falta,
esse alguem que me ama, e faz de meus versos um sonho de amor.

Mas não vê, não encontra, e sigo tristonha,
sabendo que o alguem que me falta é você.
Então paro…
Não posso…não quero seguir caminhando sozinha…
sentindo esse frio, esse vento vazio,
essa noite escura, esse canto sombrio,
esse embalo sem canto, esse céu sem carinho,
essas folhas sem vida, esse tudo sem nada…

E sentindo um vazio, em prece calada,
eu só penso em você…e só você eu vejo,
implorando aos céus esses muitos desejos,
que são necessários à minha jornada.

Meu amor é tão grande…imenso…profundo,
que se um dia qualquer,
eu sorrindo, ou chorando, partir desse mundo,
ouvirás mesmo assim, minhas frases de amor,
no sussurro do vento, no farfalhar das folhas,
no cantar de uma ave, no céu, no infinito…
ouvirás como um eco,
essa voz, que talvez, pra você esteja morta…
num lamento sentido, como um acalanto,
virá repousar em tu’alma, num canto
e esse canto dorido, essa voz esquecida,
dirá que fui eu quem mais te amou na vida!

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SE PUDESSES… (leni)

Se pudesses sentir o vazio profundo, que me vai na alma,
e essa angústia, sem fim, que matou a ilusão
e atormenta meus sonhos,
sentirias a dor de uma noite sem lua,
de céu sem estrelas,
nesses olhos de inverno, chorando tristezas,
morrendo…sombrios…

Se pudesses o frio dest’alma aquecer e fazê-la contente,
reviverias em mim, alegrias inertes, de um mundo acabado
e verias pulsar novamente em meu peito infeliz, maltratado,
um coração que há muito… de tanto sofrer,
já estava parado…

DESENCANTO (leni)

Quanta ilusão, na vida que sonhei, outrora
quanta mentira existe, solta aos quatro cantos
desse mundo louco !
Foi tanto amor que eu dei, que fiquei sem nenhum
para viver agora…

mas, num delírio louco, eu bendigo o amor,
mas ninguém me escuta
e ridicularizam meu canto vazio,
tão vazio de amor, mas, de ilusão, repleto…
ilusão que o envolve e o torna sombrio.

Em meus olhos, há rastros profundos de pranto,
há desespero e mágua em meu triste poema
já despido de sonho e vazio de canto.

Sairei pelo mundo, a procura do amor, para ver se ele existe
e à ele, entregarei este verso sem rima,
que agora, descrente, componho em seu louvor.

E caso eu o encontre, em um canto de amor,
sincero e mais profundo,
bendirei esse amor, divino e puro amor,
até o fim do mundo…