MENINA… MULHER (leni)

Como seria esta vida, se eu não tivesse você ?
Que cor seria este mundo, sem você pra colorir ?
Os dias seriam tristes, a lua muito mais fria,
meus momentos solitários,
minh’alma sempre vazia…

Como sobreviveria, sem teu sorriso constante…
sem teu carinho singelo
e os momentos confortantes
que seu olhar irradia…
árvore fresca e frondosa, a me cobrir cada dia…

Constante, sempre ao meu lado
mão amiga e solidária
minimizando as agruras
das guerras… quando me assaltam,
dos colos…quando me faltam.

Só você me acompanha
na estrada longa e distante
dessa vida solitária…

Você é minha alegria,
Você…eterna criança, com força de gente grande,
que em noites tão mal dormidas,
consegue ver esperança.

Você, menina…mulher
companheira de jornadas,
ignorando os fracassos,
com braços sempre abertos,
pra repousar meu cansaço.

É pra você que eu escrevo…
É por você, meu desejo de prolongar os meus dias
teu carinho em minha estrada,
sepulta minha tristeza, ressalta minha alegria.

Amor sem troca…sem troco…
num coração que cintila
eternamente menina…
eternamente em meus sonhos…
eternamente…Camila…

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TRISTE MANHÃ (Leni)

Nesta manhã…sem vida, amanhecí vazia
e nem sol existia, em meus olhos de inverno
e nem vida em meus sonhos, calor em meus lábios.
Já nada mais havia, na triste manhã…
louca manhã sem sol, manhã sem poesia.

Nem a lua, que ontem brilhava, sorrindo,
possuia também o esplendor tão profundo
que nas noites sem vida, acalentou meu mundo.

E calada…fiquei observando o nada
que em mim penetrou, na infeliz madrugada
quando o sol se escondeu e me deixou chorando,
pensativa e sozinha.

E sem você, sem sonho, a procurar alento,
eu chorei… e nem viver sequer mais, eu queria.
Sem alento, calada, solucei perdida.
E na manhã vazia…amanhecí sem vida.

ILUSÃO (Leni)

Eu esperei em vão, naquela noite fria,
tão escura noite !
As badaladas tristes, do relógio velho
relembravam sempre teu carinho ausente,
acordando, assim, o meu olhar parado,
que tranquilamente, sem chorar, dormia.

Eu esperei em vão, naquela noite fria,
tão escura noite!
e pressentia sempre, num delírio louco, teus passos chegando
e corria então, alucinadamente, ao teu bendito encontro.
E na cruel corrida, deparava sempre com a realidade,
que de olhar severo, cínica e maldosa, sem sorrir, me olhava.

Sem esperança e sonhos, a sentir a dor de uma esperança morta,
adormeci chorando, na imensa penumbra da sala vazia
pra no outro dia acordar sorrindo, para novos sonhos
e esse amor perdido, esperar, em vão, em outras noites frias.