SONO DE POETA (leni)

Mergulhado em seus poemas,
ele repousa…tranquilo…
com um semblante sereno,
de quem navega em seus sonhos,
ele dorme…docemente…

Como é triste a sua vida !
como palhaço, no palco,
representa noite e dia
semeando em seus poemas,
o seu mundo imaginário.

Ele dorme…deixe que o faça…
Não o perturbe, pois sonhando,
está em seu mundo ilusório
e nesse estágio, é feliz
e sua paz é completa.

Não o traga para a vida
pois é triste a realidade,
quando se é um poeta…

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VIAGEM PROGRAMADA (leni)

E a mala pronta…eternamente pronta…
num canto ermo da imaginação.
E o sol na porta
me cobrando a vida,
me cobrando os sonhos,
me mostrando a hora

E a mala pronta…eternamente pronta…
e essa ilusão, a me chamar de volta.
E o sol na porta,
me mostrando a vida,
me mostrando os sonhos,
me cobrando a hora.

Lá fora, é dia…enquanto dentro, há noite…
E o sol na porta, enquanto dentro, há sombra.
Arrumo a mala – que já estava pronta –
saio pra vida, pra buscar meus sonhos
e enfrento o mundo…carregando a mala…

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DESPERTAR SOMBRIO ( leni)

Amanheceu…e a noite ainda existe em minha pobre vida
mas, nem sequer percebo, pois, adormecida e muda,
estou olhando o vazio, que deixaste, sem pena
em minh’alma, inspirando este triste poema…

Amanheceu…e a noite ainda existe em minha pobre vida
e todo esse silêncio me fala de você.
A chuva, que ora ouço, o farfalhar das folhas,
até mesmo o relógio, que naquela parede badalava incessante,
contando os minutos, em que deslumbrada,
esperava você, que chegava sorrindo, e ao sentir-me em teus braços, docemente envolvida,
esquecia da longa espera, tão sofrida
e da eterna solidão que eu estava sentindo.

Amanheceu…e a noite ainda existe em minha pobre vida
mas não quero…não posso…não devo pensar
quero ficar alheia e bem distante da cruel realidade…
não me deixe saber e nem sequer prever,
que já não é mais  noite e a manhã já chegou;
pois sentindo essa dor imensa da verdade,
tenho medo que assim, desesperada e perdida
diante dessa vida,  eu venha enfraquecer
e ouvindo o silêncio, que tão alto chora,
sentindo a tua ausência,
essa escura manhã, me   veja enlouquecer..

TRISTE MANHÃ (Leni)

Nesta manhã…sem vida, amanhecí vazia
e nem sol existia, em meus olhos de inverno
e nem vida em meus sonhos, calor em meus lábios.
Já nada mais havia, na triste manhã…
louca manhã sem sol, manhã sem poesia.

Nem a lua, que ontem brilhava, sorrindo,
possuia também o esplendor tão profundo
que nas noites sem vida, acalentou meu mundo.

E calada…fiquei observando o nada
que em mim penetrou, na infeliz madrugada
quando o sol se escondeu e me deixou chorando,
pensativa e sozinha.

E sem você, sem sonho, a procurar alento,
eu chorei… e nem viver sequer mais, eu queria.
Sem alento, calada, solucei perdida.
E na manhã vazia…amanhecí sem vida.

MEU SEGREDO (Leni)

Se eu te dissesse que na noite escura
vejo teus olhos para mim brilhando,
e que na noite densa, que não finda,
teus lábios sinto, num perene encanto,
tu saberias do amor que agora sinto
e em mim, verias tu…se eu te dissesse…

Se tu soubesses que no inverno, triste,
o teu calor me acompanha e aquece,
e a minh’alma, que de amor chorava,
de solidão, agora não padece,
tu saberias do amor, que agora sinto
e em mim, verias tu…se eu te dissesse…

Se eu te pudesse confessar o pranto,
que nas horas amargas, por tí choro
e os momentos de dor, que me sufocam
nas longas horas, quando estás ausente,
tu saberias do amor, que agora sinto
e em mim, verias tu…se eu te dissesse…

Porém, não posso confessar-te agora
porque se tu soubesses, sofrerias
por não poder me amar completamente
então não falo e sofro só…calada…
e não desejo ouvir o que dirias,
se desse amor, um dia…eu te dissesse