VIDA VAZIA (leni)

Foi loucura buscar esse amor de amarguras
foi loucura buscar-te e sonhar com teus beijos
pois sabia que a vida não tinha beleza
e o mundo era mau, mentiroso e perverso…

Foi loucura pensar que eras meu…que era tua…
e querer incessante, ficar ao teu lado
pois sabia que a vida não tinha beleza
e meu mundo há muito, já estava acabado…

Foi loucura sorrir e sonhar acordada,
procurando nos sonhos alento pra vida
e querer encontrar a alegria almejada
pra uma vida sem paz…uma vida perdida.

É loucura esse mundo, loucura essa vida,
é loucura amar…e o impossível querer
mas no mundo, sozinha, caminhando perdida,
a maior das loucuras, é querer viver…

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AMOR IMPOSSÍVEL (leni)

Se um dia, eu sorrindo passar por você
fingindo alegria nesse olhar amante,
não me olhe…procure esconder de meus olhos
o amor que o destino me negou…no entanto,
de minh’alma não sai…e assim, vacilante,
eu procuro abafar esse sonho num pranto.

Não procure jamais entender se te amo
pois nunca saberás se te quero, ou engano.
Tentarei esquecer, ou fingir que esqueci,
abafando em minh’alma esse amor despertado,
que por ser impossível, terá que morrer,
pois não tinha o direito de tê-lo criado.

Eu quisera poder te amar loucamente
e que o mundo, esse amor só a mim entregasse
e em tu’alma, minh’alma enlaçada ficasse
sem mais nada temer…mas, loucura…não posso
e por isso, eu procuro fingir que esqueci
esse amor, pelo qual, sem alento e esperança,
numa febre de amor, em delírio tão louco,
nessa noite passada morri mais um pouco…!

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FEBRE DE AMOR ( leni )

Eu pensei que pudesse esquecer teu carinho
e nunca mais sentir dentro em mim, a ilusão
que nasceu e ora vive esmagando-me a vida
num constante sofrer, em meus olhos vazios.

Eu pensei que na vida outro alento encontrasse
e nunca mais voltasse a sentir o que sinto
e nunca mais sofresse por teu amor ingrato,
e por você, meu bem, eu nunca mais chorasse.

Eu pensei…e lutei…pois queria esquecer
o amor impossível que em mim despertara
e aos poucos crescera…e então, como espinho,
os meus sonhos de amor um a um, sufocara.

Mas eu não consegui afastar de meus sonhos
essa febre de amor que com fúria invadia
transtornando minh’alma, pensamento e vida
e não pude retê-la…e por ela morria.

Por esse amor sofrendo, vou seguindo sozinha
procurando consolo em meus olhos tristonhos
e voltarei chorando à minha triste estrada,
a andar, como sempre, em caminhos de sonhos…