ESTRADA VAZIA (leni)

Se um dia você partir, leva também essa lua,
pois não a quero comigo,
iluminando as estradas que sozinha irei seguir…

Quero bem escura a noite
e sem luz o meu caminho
pra que ninguém reconheça esse vulto solitário
caminhando sem você…

Quero a noite, passo a passo, caminhar esse caminho
e chorar o meu fracasso
e esse resto de saudade…

Quero me perder na noite e não achar a saída…
quero ficar esquecida e definhar pouco a pouco,
nessa estrada que era nossa…

Quero escrever inda um pouco,
depois morrer em meus versos…
quero ainda achar um tema, que possa falar de nós
e deixar para você esse resto de poema…

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DECLARAÇÃO (Leni)

Hoje o céu está triste, sem lua, vazio…
Mesmo a estrela mais linda, escondeu…sente frio…
esse frio que em mim, também fere e espanta
Já não vejo mais nada que alegra ou encanta,
pois me falta você, esse rosto querido,
essas mãos de ternura, esses olhos tão doces
esse sorriso meigo, que me faz contente…

Tudo isso sumiu… e assim, num repente,
tudo isso fugiu…
Minhas mãos, que estavam nas suas, coladas,
ficaram sozinha, vazias, paradas…
e meus olhos chorando, procuram ao redor
esse alguem que me falta,
esse alguem que me ama, e faz de meus versos um sonho de amor.

Mas não vê, não encontra, e sigo tristonha,
sabendo que o alguem que me falta é você.
Então paro…
Não posso…não quero seguir caminhando sozinha…
sentindo esse frio, esse vento vazio,
essa noite escura, esse canto sombrio,
esse embalo sem canto, esse céu sem carinho,
essas folhas sem vida, esse tudo sem nada…

E sentindo um vazio, em prece calada,
eu só penso em você…e só você eu vejo,
implorando aos céus esses muitos desejos,
que são necessários à minha jornada.

Meu amor é tão grande…imenso…profundo,
que se um dia qualquer,
eu sorrindo, ou chorando, partir desse mundo,
ouvirás mesmo assim, minhas frases de amor,
no sussurro do vento, no farfalhar das folhas,
no cantar de uma ave, no céu, no infinito…
ouvirás como um eco,
essa voz, que talvez, pra você esteja morta…
num lamento sentido, como um acalanto,
virá repousar em tu’alma, num canto
e esse canto dorido, essa voz esquecida,
dirá que fui eu quem mais te amou na vida!