MINHA PRECE (Leni)

Apenas por hoje vou esquecer que existes…
pois preciso fazer meu poema com calma.
Apenas por hoje quero ficar calada,
para ouvir o desabafo do meu melhor amigo
e permitir que ele fale e lhe mostrar que eu ouço.
Apenas por hoje quero sorrir bastante
e levar alegria a quem dela precisa
e a tanto tempo procura, sem que eu queira ajudá-lo.
Apenas por hoje quero olhar bem o mundo
e ver o quanto é lindo o manto da noite, descendo calado…
e encantada, quero assistir a flor desabrochando…
Apenas por hoje, quero ser bem feliz
e transmitir a todos que ao meu lado caminham,
a imensa alegria que em mim nunca se viu.
Apenas por hoje quero cumprimentar as estrelas
e agradecer a luz que deram ao meu caminho,
sem que eu nunca sequer, as tivesse percebido.
Apenas por hoje, quero socorrer alguem
e penetrar na alma do meu amigo tão próximo,
e compreender, sem esforço, o que ele precisa dizer.
Ao menos por hoje, quero fazer o bem
a alguém que se arraste em qualquer uma estrada,
que meu ego egoista jamais me levou.
Apenas por hoje vou pensar em viver
e socorrer meu próximo que de mim precisa,
pois sou útil à su’alma extremamente aflita !
E antes que esse hoje termine…e amanheça,
eu quero te pedir que de mim te apiades
e que apenas por hoje, permitas que eu adormeça…

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AMOR IMPOSSÍVEL (leni)

Se um dia, eu sorrindo passar por você
fingindo alegria nesse olhar amante,
não me olhe…procure esconder de meus olhos
o amor que o destino me negou…no entanto,
de minh’alma não sai…e assim, vacilante,
eu procuro abafar esse sonho num pranto.

Não procure jamais entender se te amo
pois nunca saberás se te quero, ou engano.
Tentarei esquecer, ou fingir que esqueci,
abafando em minh’alma esse amor despertado,
que por ser impossível, terá que morrer,
pois não tinha o direito de tê-lo criado.

Eu quisera poder te amar loucamente
e que o mundo, esse amor só a mim entregasse
e em tu’alma, minh’alma enlaçada ficasse
sem mais nada temer…mas, loucura…não posso
e por isso, eu procuro fingir que esqueci
esse amor, pelo qual, sem alento e esperança,
numa febre de amor, em delírio tão louco,
nessa noite passada morri mais um pouco…!

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FEBRE DE AMOR ( leni )

Eu pensei que pudesse esquecer teu carinho
e nunca mais sentir dentro em mim, a ilusão
que nasceu e ora vive esmagando-me a vida
num constante sofrer, em meus olhos vazios.

Eu pensei que na vida outro alento encontrasse
e nunca mais voltasse a sentir o que sinto
e nunca mais sofresse por teu amor ingrato,
e por você, meu bem, eu nunca mais chorasse.

Eu pensei…e lutei…pois queria esquecer
o amor impossível que em mim despertara
e aos poucos crescera…e então, como espinho,
os meus sonhos de amor um a um, sufocara.

Mas eu não consegui afastar de meus sonhos
essa febre de amor que com fúria invadia
transtornando minh’alma, pensamento e vida
e não pude retê-la…e por ela morria.

Por esse amor sofrendo, vou seguindo sozinha
procurando consolo em meus olhos tristonhos
e voltarei chorando à minha triste estrada,
a andar, como sempre, em caminhos de sonhos…

DESISTÊNCIA (leni)

Para que insistir, se não existe sonho ?

Para que sofrer mais, se não existe nada ?

Quero apenas viver… e isso é tão difícil ?

Quero apenas amar, agora, e ser amada…

Quero o vento de outono, penteando de leve

meu cabelo escuro.

Quero o sol da manhã, penetrando em minh’alma,

coração e mente.

Quero a chuva, molhando meus pés na calçada,

com seus pingos quentes.

Sei que está tão distante, embora tão presente.

Te procuro, não vejo. Te solicito, me negas.

Nada mais temos enfim, a nos dizer agora.

Quero falar, não consigo,

quero sonhar, não me atrevo.

Fechei a vida, me negando sonhos,

nessa eterna clausura de teus sentimentos.

Quero abrir essas portas, para ver se inda há sol.

Quero amar, quero sorrir,

quero viver, enfim…

quero gostar de mim.

Duas flores despertam, desabrocham pra vida

e eu devo cuidar, pra que não murchem cedo.

Não posso definhar, esperando sentada esse amor tão incerto.

Não posso caminhar,

não vendo ao meu redor, você…que me sorria…

Quero parar agora e acender a chama de amor,

que ainda brilha…

Quero entregar à você, que procuro na noite

escura dos meus sonnhos…

à você, que me envolve e também me procura.

Estou desencantada, sem alento algum

pra prosseguir na vida.

Vou resistir, sem medo, a dor que se aproxima.

Vou te esquecer, se puder…

vou ver se sigo em frente

sentindo o gosto amargo, do fruto que secou

em minha vida e mente