AMOR IMPOSSÍVEL (leni)

Se um dia, eu sorrindo passar por você
fingindo alegria nesse olhar amante,
não me olhe…procure esconder de meus olhos
o amor que o destino me negou…no entanto,
de minh’alma não sai…e assim, vacilante,
eu procuro abafar esse sonho num pranto.

Não procure jamais entender se te amo
pois nunca saberás se te quero, ou engano.
Tentarei esquecer, ou fingir que esqueci,
abafando em minh’alma esse amor despertado,
que por ser impossível, terá que morrer,
pois não tinha o direito de tê-lo criado.

Eu quisera poder te amar loucamente
e que o mundo, esse amor só a mim entregasse
e em tu’alma, minh’alma enlaçada ficasse
sem mais nada temer…mas, loucura…não posso
e por isso, eu procuro fingir que esqueci
esse amor, pelo qual, sem alento e esperança,
numa febre de amor, em delírio tão louco,
nessa noite passada morri mais um pouco…!

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DESENCANTO (leni)

Quanta ilusão, na vida que sonhei, outrora
quanta mentira existe, solta aos quatro cantos
desse mundo louco !
Foi tanto amor que eu dei, que fiquei sem nenhum
para viver agora…

mas, num delírio louco, eu bendigo o amor,
mas ninguém me escuta
e ridicularizam meu canto vazio,
tão vazio de amor, mas, de ilusão, repleto…
ilusão que o envolve e o torna sombrio.

Em meus olhos, há rastros profundos de pranto,
há desespero e mágua em meu triste poema
já despido de sonho e vazio de canto.

Sairei pelo mundo, a procura do amor, para ver se ele existe
e à ele, entregarei este verso sem rima,
que agora, descrente, componho em seu louvor.

E caso eu o encontre, em um canto de amor,
sincero e mais profundo,
bendirei esse amor, divino e puro amor,
até o fim do mundo…

ILUSÃO (Leni)

Eu esperei em vão, naquela noite fria,
tão escura noite !
As badaladas tristes, do relógio velho
relembravam sempre teu carinho ausente,
acordando, assim, o meu olhar parado,
que tranquilamente, sem chorar, dormia.

Eu esperei em vão, naquela noite fria,
tão escura noite!
e pressentia sempre, num delírio louco, teus passos chegando
e corria então, alucinadamente, ao teu bendito encontro.
E na cruel corrida, deparava sempre com a realidade,
que de olhar severo, cínica e maldosa, sem sorrir, me olhava.

Sem esperança e sonhos, a sentir a dor de uma esperança morta,
adormeci chorando, na imensa penumbra da sala vazia
pra no outro dia acordar sorrindo, para novos sonhos
e esse amor perdido, esperar, em vão, em outras noites frias.