DESENCANTO (leni)

Quanta ilusão, na vida que sonhei, outrora
quanta mentira existe, solta aos quatro cantos
desse mundo louco !
Foi tanto amor que eu dei, que fiquei sem nenhum
para viver agora…

mas, num delírio louco, eu bendigo o amor,
mas ninguém me escuta
e ridicularizam meu canto vazio,
tão vazio de amor, mas, de ilusão, repleto…
ilusão que o envolve e o torna sombrio.

Em meus olhos, há rastros profundos de pranto,
há desespero e mágua em meu triste poema
já despido de sonho e vazio de canto.

Sairei pelo mundo, a procura do amor, para ver se ele existe
e à ele, entregarei este verso sem rima,
que agora, descrente, componho em seu louvor.

E caso eu o encontre, em um canto de amor,
sincero e mais profundo,
bendirei esse amor, divino e puro amor,
até o fim do mundo…

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